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sábado, 30 de julho de 2011

MOÇÃO DE APOIO A GREVE DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS

Os estudantes reunidos no VI Congresso da Associação Brasileira dos Estudantes de Filosofia, mediante decisão unânime de sua Assembleia Geral, declaram o apoio à greve legítima empreendida pelos trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior.

A greve dos funcionários das universidades caminha para o segundo mês e tende a se fortalecer com a adesão do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE), a partir de 1° de agosto. Além da possibilidade de adesão da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior – Sindicato Nacional (ANDES-SN), mostrando a combativa da mobilização dos trabalhadores em educação na luta contra o corte de verbas, contra o Projeto de Lei Complementar 549/2009 (que propõe congelar os salários dos trabalhadores por dez anos e impedir concursos).

Os trabalhadores têm demonstrado uma postura indignada com os abusos. Enquanto o governo utiliza recursos bilionários para obras da Copa e Olimpíadas, superfaturadas pelas empreiteiras, gastando 45% do orçamento para pagar dívidas com banqueiros, e empresta bilhões de reais, através do BNDES, para o megaempresário Abílio Diniz. Dessa forma, desrespeita os trabalhadores com o discurso de que não é possível nem mesmo um reajuste salarial e aprova um vergonhoso aumento do salário mínimo. A situação atingiu um nível tão crítico, que a presidenta Dilma, outrora apoiada pelo campo majoritário da direção da FASUBRA, protocolou ação na justiça contra a Federação e mais 32 sindicatos de base requerendo ilegalidade da greve, com multa no valor de cem mil reais por dia, ou seja, o governo Dilma acaba de entrar nos anais da FASUBRA por haver protagonizado a primeira ação judicial contra a organização que representa todos os técnico-administrativos das IFES.

Na contramão da traição de centrais como a CUT e CTB, os trabalhadores continuam fortalecendo a mobilização pela base, derrotando diversas diretorias que indicaram o fim da greve, como na UFRJ, UNB, UFC e UFMG. De fato, como o Comando Nacional de Greve da FASUBRA afirma, se as lutas não frearem este governo, em breve será votado o congelamento (PL.549/2009), os critérios de demissão (PL 248/98), a privatização da saúde (PL 1749/2011) e os fundos de pensão (PL 1992/2007).

Destarte, a posição dos estudantes traz um imediato sentimento de solidariedade com a classe trabalhadora ficando clara a necessidade de somarmos forças nessa luta que é de todos: a valorização dos trabalhadores em educação; a ampliação do ensino público e gratuito contra medidas privatistas como o PROUNI e o PRONATEC; a garantia do direito à greve e suspensão imediata das medidas de ajuste fiscal que lesam os trabalhadores e estudantes.

Belo Horizonte/MG, 22 de julho de 2011.

ASSEMBLEIA GERAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS ESTUDANTES DE FILOSOFIA

quinta-feira, 7 de julho de 2011

MOÇÃO DE APOIO À GREVE DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

Saudações a todas e a todos os lutadores de Minas Gerais!

A Associação Brasileira dos Estudantes de Filosofia, entidade nacional do Movimento Estudantil de Filosofia, vem por meio desta declarar o seu apoio à mobilização dos trabalhadores da rede de ensino estadual de Minas Gerais contra a retirada de direitos e na defesa do Piso Salarial Nacional de R$ 1.597,87 reais por 24 horas semanais a todas e a todos os trabalhadores em educação de Minas Gerais e do país.

Nos últimos anos, os governos estaduais pautam com cada vez mais arrogância as medidas propostas pelo Banco Mundial para a reforma do sistema educacional brasileiro na perspectiva neoliberal. E os governos ligados ao PSDB foram os que mais impuseram esse ataque à escola pública e a valorização dos professores. A tentativa de barrar a aplicação do Piso Salarial Nacional através de leis específicas que visam enganar a sociedade ao impor um teto salarial às categorias foi feita em vários estados e é fundamental que seja denunciada.

Saudamos as decisões das assembleias de trabalhadores que estão legitimando a ação da direção do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais na coordenação dessa greve por tempo indeterminado. Convocamos os estudantes de filosofia que ainda não participam das mobilizações para que o façam, pois temos apenas uma alternativa nessa história, estar lado a lado com a classe trabalhadora mobilizada.

- Pela valorização dos trabalhadores em educação e pela qualidade da escola pública!

- Todo apoio a greve pelo Piso Salarial Nacional!

Brasil, 06 de julho de 2011.

Associação Brasileira dos Estudantes de Filosofia

Gestão ABEF é pra lutar! – 2010/2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

GREVE DOS SERVIDORES NAS IFES


A greve dos técnico administrativos de universidades públicas, iniciada na segunda-feira (6), já conta com a adesão de 24 instituições federais, de acordo com a Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra).

O comando de greve ainda não tem um levantamento do percentual de servidores que aderiram ao movimento. De acordo com Léia, as atividades consideradas “essenciais” não serão interrompidas, como as pesquisas e o atendimento nos hospitais universitários. “Mas as áreas administrativas estão fechadas. De certa forma, os estudantes foram prejudicados porque fechamos os restaurantes universitários e as bibliotecas.”

Desde que a greve foi declarada ainda não houve nova reunião com o Ministério do Planejamento para que as negociações sejam retomadas. O risco, no caso de uma greve prolongada, é que o início do próximo semestre fique comprometido, já que não há como processar as matrículas se as áreas administrativas estiverem fechadas. “Por isso, esperamos que essa negociação seja rápida. Hoje, conversamos com os reitores para que eles nos ajudem nessa intermediação com o governo”, disse Léia.

Pauta de reivindicações – Nesta Campanha Salarial Emergencial 2011 os trabalhadores (as) reivindicam reajuste salarial, piso de três salários mínimos e step 5%, racionalização de cargos, reposicionamento de aposentados, mudança no Anexo IV (incentivos de qualificação), devolução do vencimento básico complementar absorvido, isonomia salarial e de benefícios, contra a terceirização, revogação da Lei nº 9.632/98, abertura imediata de concursos públicos para substituição da mão de obra terceirizada e precarizada em todos os níveis da carreira para as áreas administrativas e dos HUs e extensão das ações jurídicas transitadas e julgadas.

Paralizações - UFRN; UFRPE; UFSC; UFPE; UFOP; UFMT; UFT; UFAM; UFSM; UFSCAR; UFES; UFRGS; UFAC; UFRA; UFCSPA; UNB; UFCG; UFBE; UFRB; UFJF; UFV e UFPB.

Fonte: Fasubra